Sector privado pede isenção do IVA no óleo alimentar por cinco anos, mas Governo alerta para riscos

 


Sector privado pede isenção do IVA no óleo alimentar por cinco anos, mas Governo alerta para riscos

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique propôs uma isenção do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) na cadeia de valor do óleo alimentar por um período de cinco anos. O objetivo da medida é impulsionar a produção local de soja, aumentando a incorporação de matéria-prima nacional em 30%.

Segundo a CTA, essa iniciativa poderia elevar a produção de soja dos atuais 51.759 toneladas para 370.350 toneladas em cinco anos, beneficiando cerca de 250 mil produtores e reduzindo a necessidade de importação de óleo bruto para refino. Estima-se que a redução nas importações poderia gerar uma economia de 65 milhões de dólares.

Governo pede cautela na isenção do IVA

Apesar dos benefícios apontados pelo sector privado, o Governo moçambicano demonstrou preocupação com a proposta. O diretor nacional da Indústria, Sidónio dos Santos, alertou que a isenção do IVA pode acabar beneficiando refinarias que apenas importam óleo bruto, sem ligação com os produtores locais.

"Temos que ver com cautela porque temos indústrias que simplesmente importam o óleo bruto e fazem a refinação no país, sem integração com os produtores. Se formos a dar a retirada do IVA assim como tal, estaremos a beneficiar a quem?", questionou.

A atual política de isenção do IVA, que vigora até 31 de dezembro deste ano, abrange transmissões de açúcar, óleos alimentares e sabões, além de matérias-primas e componentes utilizados pela indústria nacional. O Governo afirma que essa medida visa conter o alto custo de vida no país, mas defende que futuras isenções devem ser concedidas apenas a indústrias com integração na produção nacional.

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