Violência em Moçambique: Onda de mortes e repressão causa indignação
Desde outubro de 2024, Moçambique tem sido palco de uma escalada de violência, associada à repressão de manifestações que se tornaram alvo de forte intervenção policial. De acordo com estimativas, cerca de 400 pessoas foram mortas, enquanto muitas outras ficaram feridas, foram detidas ou simplesmente desapareceram. O cenário reflete uma grave crise de direitos humanos, marcada pelo uso excessivo da força.
Relatos indicam que as forças de segurança, munidas de armamento pesado, atuam com brutalidade contra civis, sem que haja sinais de responsabilização. O temor entre a população cresce à medida que o número de vítimas aumenta, tornando cada vez mais tensa a relação entre os cidadãos e as autoridades.
A repressão tem sido denunciada por organizações de direitos humanos e pela sociedade civil, que exigem respostas e responsabilização pelos atos cometidos. Protestos contra a violência estatal têm sido registrados em várias cidades, com cidadãos exigindo o fim das execuções e do abuso de poder por parte das autoridades.
Diante desse cenário, a incerteza paira sobre o futuro do país. A confiança da população nas instituições foi gravemente abalada, e os impactos dessa crise podem se estender por gerações. O governo ainda não apresentou uma resposta clara sobre os eventos, enquanto a comunidade internacional segue atenta à situação em Moçambique.