Polícia Moçambicana Admite Dificuldades no Combate aos Raptos

 


 Polícia Moçambicana Admite Dificuldades no Combate aos Raptos

Maputo – A Polícia da República de Moçambique (PRM) reconheceu publicamente os desafios enfrentados na prevenção e resolução dos crimes de rapto e sequestro, um problema que afecta o país há mais de dez anos.

As autoridades policiais confirmaram que ainda não conseguiram solucionar três casos de rapto ocorridos nos primeiros três meses de 2025, embora afirmem possuir pistas para avançar com as investigações.

Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da PRM, admitiu que a ocorrência de um rapto representa, inevitavelmente, uma falha nas estratégias de prevenção. "Quando isto ocorre, é de todo interesse policial", afirmou Muchina, citado pelo jornal O País. Ele sublinhou que a ocorrência destes crimes é "preocupante" não só para as vítimas e a sociedade, mas também para a própria corporação policial.

O porta-voz garantiu que estão a ser desenvolvidas "acções, de forma muito enérgica", para o esclarecimento dos casos. Muchina acrescentou que a PRM está a trabalhar em conjunto com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para melhorar a prevenção de raptos e outros tipos de crime.

No entanto, Muchina escusou-se a fornecer detalhes adicionais sobre as investigações em curso, justificando que os processos ainda estão em andamento. "…mas já há dados concretos e relevantes a serem desenvolvidos para o esclarecimento destes raptos", assegurou, referindo-se aos três casos do primeiro trimestre.

Estas declarações foram feitas durante o habitual balanço semanal da PRM à imprensa. Na mesma ocasião, Muchina referiu que, na semana de 22 a 29 de Março, houve uma redução no número geral de crimes registados em comparação com o mesmo período do ano anterior.


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